(written on February 19th, 2012)
- Ato nº I: Confissão Artística
Minhas formas de pensar já estão, no mínimo, fragmentadas. Não consigo mais lidar com as idéias, que surgem aos montes em plena madrugada, implorando para serem escritas. Precisei fazer alguns cortes no que escrevi para ter condições de dar uma forma quase coerente a tudo. Convenhamos: minha escrita atual não faz tanto sentido, admito… Francamente, estou surpreso por ter escrito coisas como “The Ascension” e “Selene and Endymion”, tão mais bem construídas do que as outras… Não sei, pode ser que isso tudo seja apenas o efeito da insônia e do cansaço acumulado, visto que não deixo de escrever nem mesmo em meus raros e esparsos sonhos.
- Ato nº II: Confissão Sentimental
Sou muito exigente, creio eu. Mas não fisicamente e sim mentalmente. Sou intenso demais no que penso, no que digo, no que faço. Acredito já ter assustado pra valer, pelo menos uma vez, a grande maioria das pessoas com quem já convivi ou convivo atualmente.
Espero não assustá-lo e com isso fazer com que ele se afaste… Lutei muito contra minhas limitações auto-impostas para trazê-lo pra mais perto, não posso destruir o esforço de um ano em um segundo. Não posso.
- Interlúdio: Constatação Tardia
Preciso de espaço. De um só meu. Preciso sair do espaço de outros, onde não posso ser totalmente livre.
Eu preciso me mudar.
- Ato nº III/final: O Auto-Retrato Disfarçado de Ficção e a Última Confissão
“Fumando um cigarro atrás do outro, o rapaz agora destila palavras e conjecturações e conceitos. Tudo isso, claro, sem a mínima consideração pelas devidas ramificações.”
Outra idéia.
É a última coisa de que eu preciso.
Deixe-me em paz.
Estou cansado.
Quero dormir por um ano.
Quero viver mais do que escrever.
Não, não quero.

Eu adoro monologar comigo e com as paredes. Por vezes elas ouvem. Adoro quando sinto a capacidade de poder escrever e publicar o que minha mente acelera em pensar e meus dedos não conseguem acompanhar.
Não pare hein, não desista! Não pode mesmo destruir o esforço de um ano em um segundo.